
Um levantamento realizado pela Juntos Somos Mais, divulgado pela Revista Anamaco, trouxe dados relevantes para o setor de materiais de construção e sinaliza um cenário promissor para os próximos meses. O estudo, denominado InObra, entrevistou mais de mil pessoas em todo o território nacional, de diferentes faixas etárias e classes sociais, todas responsáveis ou corresponsáveis pelas decisões em seus lares.
Os resultados apontam que mais de 75% dos brasileiros pretendem realizar reformas ou construções nos próximos 24 meses. Essa intenção de consumo está distribuída entre diferentes estágios de planejamento:
- 53% dos entrevistados afirmaram ter intenção de realizar obras, ainda que sem um planejamento detalhado;
- 21% já se encontram em busca de orçamentos de materiais e profissionais, representando uma demanda mais imediata e qualificada;
- 9% estão com obras em andamento, evidenciando a materialização de projetos.
Outro aspecto relevante do estudo é o prazo para início das obras. Cerca de 38% planejam começar em até seis meses, enquanto 37% pretendem iniciar em até um ano. Esses dois grupos, somados, representam a maior parcela da demanda, reforçando o caráter de urgência e a prioridade que as reformas e construções vêm ganhando no cenário atual.
Em relação à faixa etária, consumidores acima dos 50 anos demonstram maior urgência, com 42,1% planejando iniciar obras em até seis meses. Já entre os mais jovens, de 25 a 29 anos, a intenção é majoritariamente voltada para um horizonte de até um ano. Regionalmente, destacam-se o Sul e o Centro-Oeste pela alta proporção de pessoas que desejam reformar, mas ainda não possuem planejamento definido. Já o Norte e o Nordeste aparecem em posição de destaque na busca por orçamentos e também na execução de obras já em andamento.
Quanto aos materiais mais procurados, o estudo identificou a seguinte ordem de prioridade:
- Tintas (72%)
- Cimento (57%)
- Argamassa (54%)
- Cerâmicas (48%)
- Areia (45%)
- Ferramentas para pintura (40%)
De acordo com Juliana Carsoni, CEO da Juntos Somos Mais, os resultados do levantamento reforçam a relevância do setor e o potencial de crescimento para empresas que atuam no mercado de construção. “A alta intenção de realizar obras, a concentração de projetos no curto prazo e a diversidade de material procurado indicam um mercado aquecido e com grande potencial de consumo. Entendemos que, para as empresas do setor, este levantamento oferece informações valiosas para direcionar estratégias de vendas, marketing e desenvolvimento de produtos”, destaca a executiva.
O que esses dados significam para lojistas e construtoras
Para lojistas e construtoras, o estudo serve como um importante termômetro de mercado. A demanda crescente reforça a necessidade de:
- Planejamento de estoque, com foco em produtos de alto giro como tintas, cimento e argamassa;
- Atenção ao atendimento consultivo, transformando a venda em um processo de apoio e orientação ao cliente;
- Estratégias de comunicação ativas, capazes de alcançar os consumidores nos diferentes estágios de decisão;
- Parcerias sólidas com atacadistas, que garantam variedade de produtos, preços competitivos e agilidade logística.
O setor de materiais de construção atravessa um momento de otimismo e expansão. Para aqueles que souberem se preparar, alinhar estratégias e fortalecer relacionamentos comerciais, o cenário representa uma oportunidade concreta de crescimento.
Quer se manter atualizado sobre as notícias do setor? Se inscreva em nossa Newsletter e receba em primeira mão todas as notícias.